30/10/2015 - Sobre Câncer de Mama

 Sobre Câncer de Mama



Introdução:



É o crescimento desordenado das células que forma os
tumores, os quais podem ser benígnos ou malígnos (câncer). Fruto da divisão
celular, os tumores benígnos crescem até um determinado tamanho e param,
enquanto que os tumores malígnos crescem descontroladamente, invadindo as
células normais à sua volta. As células malígnas podem também afetar a
circulação e chegar a outros locais do corpo, bem distantes do tumor inicial,
originando as metástases.

O câncer da mama, como outras neoplasias malígnas, é uma doença de origem
celular que se caracteriza por uma multiplicação incontrolável de células anormais.
À medida que essas células se dividem, desenvolvem maior agressividade para o
organismo, pois novas células são geradas (sub‐populações tumorais) e essas
adquirem modificações genéticas com capacidade de disseminação para outros
órgãos, podendo matar por invasão destrutiva órgãos normais, por ocupação do
espaço funcional.

O que resulta desse processo desordenado de crescimento celular é uma produção
em excesso dos tecidos do corpo (podendo ser processos inflamatórios,
infecciosos ou mesmo o crescimento de células benígnas), formando um tumor.
Quanto mais rápido e precoce o diagnóstico, menor é a chance de comprometimento
em outros órgãos (gânglios linfáticos, ossos, pulmão, medula, fígado, rins,
intestino, dentre outros) e maior a possibilidade de cura da paciente.

Várias classificações já foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada
leva em conta dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese
do tumor. Segundo o comportamento biológico, os tumores podem ser agrupados em
três tipos: benígnos, limítrofes e malígnos. Um dos pontos mais importantes no
estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada
uma dessas lesões, o que, algumas vezes, torna‐se difícil.

Os tumores benígnos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo,
determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva à formação de uma
pseudocápsula fibrosa. Já nos casos dos tumores malígnos, o crescimento rápido,
desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação dessa pseudocápsula;
esse sim é tratado como tecido malígno. Assim sendo, todas as mulheres, e não
só aquelas que podem possuir fatores de risco, devem ser estimuladas à
realização de exame clínico e mamografia como exame de rotina após os 35 anos
de idade.



Prevenção



Tudo começa em você mesma!



É importante a prática do auto‐exame para conhecimento e
percepção do corpo, e do exame clínico com profissional de saúde treinado e
qualificado para melhor detecção; Em mulheres com menos de 40 anos – proceder a
exames clínicos da mama com o acompanhamento de um ginecologista a cada três
anos;

Para as mulheres com existência de fator de risco, o exame clínico e a
mamografia são indicados anualmente a partir dos 35 anos de idade;

Mulheres com mais de 40 anos, sem o fator de risco – os exames devem ser feitos
anualmente ou a critério médico;



Mulheres entre 50 e 69 anos deve‐se fazer uma mamografia
pelo menos a cada dois anos;

Nas mamografias regulares é que se pode descobrir o câncer cedo inicialmente,
de dois a cinco anos antes de o tumor ficar grande o bastante para sentí‐lo
como um caroço;

Portanto, manter o peso corporal numa faixa saudável, pois o excesso de gordura
no organismo da mulher gera acúmulos em lugares de difícil remoção, inclusive
nas mamas, podendo gerar também outros males como, o sedentarismo, a
hipertensão, a diabete;

Seguir uma dieta com baixo teor de gordura animal e pouca carne vermelha, mas
dentro do possível, com grande quantidade de legumes, verduras e frutas;

Praticar exercícios físicos regularmente – manter o corpo em movimento seja
numa aula de ginástica, musculação ou uma simples caminhada, além de saudável,
evita uma série de outros problemas que o corpo com pouca mobilidade acolhe;

Não fumar‐ lembrando sempre que existe uma relação de vários outros tipos de
câncer provenientes do habito de fumar;

Limitar o uso de bebidas alcoólicas;

Procurar levar a vida numa boa, evitando o estresse que gera fadiga, ansiedade,
insônia, náusea, irritabilidade;

Sempre que possível procure terapias alternativas com profissionais sérios e
qualificados – massagens relaxantes, prática de meditação, yoga, acupuntura,
auriculo terapia, para melhor superar toda a dureza e a dificuldade do seu
dia‐à‐dia. Resgate o momento íntimo – para caminhar na praia, andar num jardim,
ler aquele livro, ligar o som com a música que gosta, sentar no chão e ver o
álbum de fotos, estar com amigos, escrever, etc.



Sintomas



São alterações no aspecto da mama, aréola e mamilos e axilas
como: dor, sensibilidade incomum, enrugamento, endurecimento da mama;

De uma forma palpável na mama tais alterações são o nódulo (caroço) ou o tumor,
também verificado na axila e na proximidade das costelas que podem crescer
lenta ou rapidamente; Podem ser dolorosos ou sem dor;

Dependendo do tipo e estágio podem aparecer: retrações na pele, abaloamentos, a
pele pode ficar com o aspecto de casca de laranja;

Em outros casos pode sair pelo mamilo um liquido sanguinolento e mal cheiroso,
em estágios mais avançados da doença, podem aparecer feridas (ulceração) que
não cicatrizam na pele da mama ou ainda ela ficar inchada, quente e
avermelhada;

Em alguns casos a doença deixa as mamas assimétricas modificando o seu formato
e ou tamanho;

Cada mulher deve conhecer o seu corpo, mesmo sabendo que as mamas sofrem
alterações desde as primeiras menstruações devido às ações dos hormônios,
somente cada uma pode inicialmente perceber qualquer alteração nas mamas e com
isso recorrer à ajuda médica e a exames mais detalhados.

Quanto antes diagnosticado o caso, melhor a escolha do tratamento e maiores são
as chances de recuperação total.



Detecção



A detecção precoce ainda é a maior arma na luta pela vida
quando se trata de câncer de mama. Por isso devemos fazer um trabalho
massificante junto ás mulheres da importância de se conhecer e ter consciência
de que a detecção precoce é vital porque oferece a melhor chance de obter um
tratamento bem‐sucedido e, portanto, representa a esperança de salvar mais
vidas. E você, já fez seu auto exame este mês ? A detecção precoce pode ocorrer
de duas maneiras mais eficazes, o exame clinico da mama (palpação) e a
mamografia, que é um raio‐X da mama, onde o médico pode detectar alterações na
estrutura interna da mama e nas porções próximas da axila. Geralmente o indicio
é: caroço acompanhado ou não de dor, alterações na pele e bico da mama, caroço
na axila;

Auto‐exame: ajuda no conhecimento do próprio corpo da mulher, porém não
substitui o exame feito por um profissional de saúde qualificado (profissional
médico ou do corpo de enfermagem);

Exame clínico: exame realizado por profissional de saúde treinado;

Consiste na observação e palpação das mamas e axilas, no caso de suspeições ou
paciente com fator de risco, o médico deverá pedir um exame mais detalhado.
Mamografia: exame realizado em um mamógrafo, tipo de maquina de raio X, que
emite radiação não prejudicial para a saúde, onde as mamas são prensadas em
placas (existe o desconforto que é suportável) e radiografadas para poder ter
uma melhor percepção de pequenas alterações nas mamas e porções axilares,
eficaz nos casos iniciais.



Diagnósticos



Quanto antes a descoberta do tipo de tumor, melhor para a
paciente. Conforme já sabido, o diagnóstico precoce auxilia no tipo de
tratamento, para saber quanto tempo de tratamento poderá ser necessário, ou
melhor, qual o planejamento de ação acerca do seu caso — intervenção cirúrgica,
quimioterapia, radioterapia. Algumas vezes esse tratamento tem que ser radical
— no caso, a retirada da mama (mastectomia) por prevenção ou pelo tempo
decorrido –, outras vezes, somente o tratamento de rádio ou quimioterápico é
suficiente para chegar à cura. O autoexame, na verdade, é o início de tudo,
pois a percepção do seu corpo é que vai determinar a suspeição de um nódulo ou
tumor no seu seio. Procurar um médico e fazer os exames clínicos periódicos é o
correto, porque no caso de dúvida este recorrerá a exames mais específicos. Os
procedimentos básicos no rastreamento e no diagnóstico do câncer de mama são: O
autoexame das mamas: que é um método de diagnóstico pelo qual a própria mulher
faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame
deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher
não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês a qualquer tempo. Exame clínico
das mamas: Exame feito por um médico ou auxiliar de saúde treinado. Através da
palpação acham‐se os nódulos da mama. Verificando tamanho, textura, mobilidade
ou fixação, o médico poderá perceber se é um nódulo benigno ou maligno.
Mamografia: É um exame realizado através de um aparelho de raios X desenvolvido
especialmente para este fim. Esse aparelho é formado por duas placas, entre as
quais a mulher deve colocar seu seio para que se faça o exame. Essas placas
irão achatar levemente as mamas por alguns segundos. Essa compressão é
requisito essencial para a obtenção de resultados precisos; portanto, é
interessante evitar o período anterior ao da menstruação, pois as mamas ficam
inchadas e doloridas, o que poderá causar incômodo durante o exame. Recomenda‐se
que o exame seja realizado na semana seguinte ao final da menstruação. A
mamografia vem sendo o melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama,
devido à capacidade de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável.
Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor,
as chances de cura são muito maiores, descartando a necessidade de retirada da
mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não
descarta o exame clínico feito pelo ginecologista ou mastologista, já que
alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia. Os
procedimentos auxiliares ao diagnóstico são: Ultrassonografia: Utilização de
ondas de alta freqüência para demonstrar se um nódulo é sólido ou se está preenchido
com líquido. É um exame complementar à mamografia. Core Biopsia: É uma biopsia
de mama feita com anestesia local onde introduz‐se uma micro agulha que é
guiada através de ultrassom e retira‐se uma pequenos fragmentos do tecido da
mama . Para cada fragmento, é necessária uma punção e após a retirada do
material que o especialista que estiver conduzindo o exame achar necessário,
este, vai para analise com um médico anatomo patológico para se obter o
diagnostico. Exame citológico: Uma das técnicas mais comuns de coleta de
material citológico da mama é a punção aspirativa do tumor com agulha fina e a
coleta direta do material de descargas papilar que resultarão na observação e
no estudo das células da mama que apresentam alterações ao microscópio. Exame histopatológico
(biópsia): O tipo de biópsia varia de acordo com a quantidade e a qualidade do
tecido a ser estudado. Pode‐se fazer uma biópsia por aspiração com uma agulha
fina, com uma agulha mais grossa ou ainda uma pequena cirurgia para retirar
toda a massa ou nódulo para que possa ser estudado. Um fragmento do tecido é
examinado, avaliando‐se então toda a sua composição. O exame histopatológico é
mais preciso que o exame citológico por permitir afirmar com certeza a natureza
de uma lesão. O fato de se fazer uma biópsia não significa ter câncer de mama.



Exame anatomopatológico: É a avaliação microscópica do
material; é o exame que confirma se é câncer ou não.



Tratamentos



 Toda forma de
tratamento deverá ser planejada por um médico, que acompanha o caso. Aqui
descreveremos apenas as formas de tratamento usuais sem indicar ou recomendar,
porque cada caso é particular, sendo assim, respeitamos cada paciente e seu
médico. Atualmente com o avanço da medicina, o tratamento de casos de câncer de
mama (Neoplasia Maligna) tornou‐se um tratamento por equipe multidisciplinar,
pois ajudarão a este paciente, profissionais de diferentes especialidades como:
mastologista, oncologista, cirurgião plástico, patologista, radioterapeuta,
fisioterapeuta, psicólogos, assistentes sociais. A Cirurgia – Mastectomia é a
retirada total do seio e dos linfonodos regionais (debaixo da axila perto do
seio afetado) devido à avaliação medica em seu comprometimento ou risco com o
tumor. Pode ser também uma cirurgia do quadrante da mama “quadrantectomia”,
retira‐se somente a parte afetada, com uma margem de segurança, isto é, onde
localiza‐se o tumor e faz‐se o esvaziamento cirúrgico da axila (linfonodos
regionais). O que apresenta bons resultados de sobrevida e garante um melhor
efeito estético. Pesquisa do Linfonodo Sentinela – A abordagem do linfonodo
sentinela é outro destaque recente no tratamento atual do câncer da mama.
Consiste na identificação com o uso de corante ou de marcador radioativo do
primeiro linfonodo(s) que recebe(m) a drenagem linfática da mama. Uma vez
identificado e retirado cirurgicamente, esse linfonodo (gânglio) é enviado para
estudo anátomo patológico. Caso o mesmo esteja livre de comprometido por
doença, não há indicação de retirada dos demais linfonodos presentes na axila.
Este tipo de abordagem tem grande valor nos casos diagnosticados precocemente,
onde o índice esperado de comprometimento dos linfonodos axilares é pequeno.
Sendo assim, é possível evitar uma cirurgia mais radical diminuindo o risco de
complicações ou seqüelas para a paciente. Quimioterapia – É a utilização de
componentes químicos que agem diminuindo a multiplicação celular detendo a
expansão do tumor. Estes compostos afetam também as células normais e em maior
grau e eficiência as células malignas. Radioterapia – Aplicação de radiação
ionizante para destruição das células tumorais. Pode ser local ou
regionalmente, indicado exclusivamente ou associado a outros métodos de
tratamento. Cirurgia conservadora com radioterapia intra‐operatória (IORT) –
Representa em nossos dias um dos maiores avanços no tratamento do câncer da
mama. O procedimento consiste na retirada do tumor com margem de segurança e no
mesmo tempo cirúrgico a aplicação da radioterapia no leito tumoral. O tempo da
aplicação é de cerca de dez minutos, sendo a dose aplicada equivalente ao
tratamento padrão de cinco semanas. Por se tratar de uma nova modalidade de
tratamento há ainda necessidade de maior seguimento para validação dos
resultados. Porém, este parece ser um método promissor de irradiação para
pacientes tratadas com cirurgia conservadora, evitando assim longos períodos de
radioterapia no pós‐operatório, fato bastante difícil para muitos pacientes.
Hormonioterapia – Consiste na utilização de hormônios para impedir o
crescimento de células tumorais. Imunoterpia – Utilização de substâncias que
modificadoras das respostas imunológicas do organismo. O pré‐operatório inclui
realização de vários exames, conhecidos como risco cirúrgico (hemograma,
glicemia de jejum, coagulação sanguínea, eletrocardiograma, RX de tórax, entre
outros) para se certificar das boas condições para anestesia e para a própria
cirurgia. No pós‐operatório, alguns cuidados serão necessários para a limpeza e
higienização do local da operação. O seu médico dará todas as orientações sobre
como proceder e a rotina da limpeza vai ser uma tarefa bastante simples. Essa
cirurgia pode exigir que o paciente mantenha por algum tempo no corpo um dreno
para a eliminação dos fluidos que naturalmente são produzidos pelo organismo.
Se a cirurgia é extensa, é utilizado um dreno a vácuo, que tem a forma de uma
sanfona. No dreno a vácuo vem acoplada uma pequena bolsa que precisa ser
retirada a cada 24 horas, esvaziada e lavada apenas com água. Já as cirurgias
de pequena extensão utilizam um dreno simples e o local fica protegido com o
uso de curativo simples feito de gaze e esparadrapo antialérgico. Qualquer que
seja o dreno utilizado, a região operada deve ser lavada com água e sabonete
diariamente. O curativo também deve ser trocado diariamente. A secreção
eliminada pelo dreno deve ser observada pelo paciente. Quando se usa a
bolsinha, a secreção deve ser medida antes do esvaziamento e os dados,
anotados, devem ser levados ao médico na próxima consulta. Nas pequenas
cirurgias, é necessário observar a quantidade de líquido eliminado. Se a
quantidade de sangue for muito grande, ao ponto de encharcar o curativo várias
vezes ao dia, a paciente deve se comunicar com o médico. Em geral, o período
até a retirada do dreno, que é feita pelo médico, transcorre sem problemas. O
importante é estar atento a quantidade de líquido eliminado se não é muito
grande, à presença de mau cheiro intenso no liquido, na eventual ocorrência de
dores muito fortes ou febre. Na ocorrência de algum tipo de problema, a
paciente deve comunicar‐se com o médico. É comum, a paciente se queixar de dor
na região do corte. Essa dor é tolerável e pode ser eliminada com medicamentos
contra dor, indicados pelo seu médico.~



Fatores de risco



Os fatores de risco envolvem a paciente da seguinte maneira:
comportamento alimentar, comportamento corporal e carga genética pessoal e familiar.
O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a
idade maior a chance de desenvolver este câncer. Mulheres com menos de 20 anos
raramente têm este câncer. Para certas pacientes, o histórico familiar é
considerado como indicio de fator de risco, mas isso não quer dizer que esta
paciente necessariamente  terá câncer,
logo essa informação deverá ser levada em consideração cuidadosamente: Parentes
de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram a doença antes da idade de 50
anos, ou antes, da menopausa;

Parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram câncer de mama
bilateral ou câncer de ovário;

Histórico familiar de câncer de mama masculino na família aumenta a chance de
ter a doença; Portadoras de lesões pré‐malignas, isto é, quem já teve câncer de
mama ou de ovário previamente;

Ter feito biópsias, mesmo que para condições benignas, está associado a um
maior risco de ter o câncer de mama reincidente;

Histórico de exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.
Tratamento que era feito para doenças benignas na região do tórax, atualmente
esse procedimento é praticado estritamente a tumores. Aos que necessitaram
irradiar a região do tórax ou das mamas têm o risco de desenvolver câncer de
mama;

Histórico ginecológico: Nuliparidade – não ter tido filhos;

Engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco;

Menstruar muito cedo (com 11 anos ou antes) ou parar de menstruar muito tarde,
acaba expondo a mulher mais tempo aos hormônios femininos aumentando assim o
risco;

Exposição excessiva a hormônios: Terapia de reposição hormonal (hormônios
usados para combater os sintomas da menopausa);

Uso de anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos;

Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente
quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos.
Manter‐se dentro de um peso ideal, principalmente após a menopausa diminui o
risco deste tipo de câncer; Procedimento cirúrgico de retirada dos ovários,
diminui o risco de desenvolver o câncer de mama por diminuir a produção de
estrogênio (menopausa cirúrgica);



É bom saber



Nos homens – O câncer de mama é muito mais freqüente em
mulheres do que em homens, sendo estimado um caso masculino para cem femininos.
Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e tendo um parente de
primeiro grau, como o pai, irmão ou filho, com este diagnóstico o que eleva o
risco familiar para o câncer de mama. O câncer de mama de caráter familiar
corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. O
câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres e é o segundo tipo de
câncer em relação a todos os tumores, só perdendo para o câncer de pulmão.
Mesmo quando o diagnóstico não é tão precoce, novas terapias possibilitam viver
com o câncer de mama com boa qualidade de vida. O risco de uma mulher
desenvolver câncer de mama aumenta com a idade, de forma que de 3 em cada 4
casos acontece em mulheres acima dos 50 anos de idade. Atualmente, no Brasil, o
câncer de mama é o principal responsável pela morte de pessoas do sexo
feminino, correspondendo a 15% das mortes por câncer entre as mulheres. Bebida
e o câncer de mama – Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um
discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida
alcoólica é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o
risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia
ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena
de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).
Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia. Os exercícios físicos
normalmente diminuem as quantidades de hormônios femininos circulantes. Como
este tipo de tumor está associado aos hormônios femininos, fazer exercício
regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres
que fazem ou fizeram  exercício regular
quando jovens. Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais
somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de
mama, por que, quando o bebe faz a sucção nos mamilos é estimulado o hipotálamo
que faz secretar o fator liberador da prolactina mantendo seus níveis altos e,
por conseguinte a produção de leite e também atividade mamária. O leite só
começa a ser produzido após o primeiro dia do nascimento até então haverá a
secreção e a liberação do colostro, um líquido aquoso de cor amarelada, rico em
anticorpos da mãe. As mulheres, a que se suspeitam ser do grupo de risco, deve
conversar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para
identificar genes que possam estar presentes na família. Se detectado um maior
risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes
riscos. Ao contrário do que é dito popularmente, a maioria dos cânceres de mama
não são familiares ou hereditários, esses representam apenas 5 a 20% dos casos.
A hereditariedade desempenha um papel muito mais relevante nos casos de doenças
cardíacas, psiquiátricas, auto‐imunes e reumáticas do que no câncer. Os estudos
indicam que os fatores ambientais são responsáveis por pelo menos 80 % dos
casos de câncer de mama.



 



Saiba mais: http://www.fundacaolacorosa.com/sobre-cancer-de-mama/



 



Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com/



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