Família de Tapejara doa linhas e polvos de crochê para UTI Neonatal do Hospital Cemil
Publicado em 26/02/2021
“Ele veio para mudar o mundo, e já nasceu fazendo isso”, disse a mãe do pequeno Vicente Capristano de Souza Paixão, que nasceu dia 8 de janeiro de 2021 e trouxe consigo uma lição de solidariedade e empatia. Foi a partir da experiência que viveram com o filho, que os pais tiveram a iniciativa de organizar uma campanha de doação de novelos de linha para produção de polvos de crochê terapêuticos.
Com apenas dois dias de nascido, o primeiro filho do professor de educação infantil, Milton Capristano de Souza Junior e da gerente comercial, Munique da Silva Paixão, apresentou um quadro de hipoglicemia (glicose abaixo de 40mg/dL) e durante cinco dias ficou internado na UTI Neonatal do hospital Cemil.
Ver o único filho longe do colo materno e do carinho do pai, não foi fácil para o casal que mora em Tapejara, mas uma coisa os consolou: um polvo de crochê. “Vicente segurava aquele polvo com toda sua confiança, era visível que ele se sentia seguro e confortável, e isso nos tranquilizou muito, fez com que todos aqueles dias de espera e angustia ficassem mais leves”, afirmou a mamãe.
A entrega do polvo aos bebês prematuros faz parte do projeto “Polvo Amigo”, realizado há mais de três anos por voluntários que produzem e doam os brinquedos a hospitais como o Cemil, que possuem Unidades de Terapia Intensa Neonatal.
O polvo não é apenas um mimo, mas sim, uma medida terapêutica, que facilita o cuidado durante o período de internação dos pequeninos. “Os tentáculos do polvo lembram o cordão umbilical da mãe, e isso faz com que o bebê se sinta protegido. Além disso, tranquiliza o bebê e diminui as chances de puxar, arrancar sondas e outros equipamentos ligados a incubadora”, explicou a enfermeira coordenadora da UTI Neo, Letícia Pacheco Gobetti, que recebeu a doação do jovem casal.
Lois Longui – Jornalista
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